Em Alta Eleições 2026 PolíticaNotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasConflitoseconomiaFutebol

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Mortes por afogamento no Sri Lanka ligadas a eventos climáticos extremos

Mais de trinta afogamentos em rios no Sri Lanka entre doze e vinte e um de abril revelam risco de inundações e mudanças de curso causadas por eventos extremos

Photo
0:00
Carregando...
0:00

Deduru Oya, Sri Lanka, registrou tragédia na tarde de 16 de abril, quando oito membros da família de Priyantha Kumara, entre eles esposa, filho, irmão, sogro e outros parentes, foram arrastados por corrente forte. O incidente ocorreu enquanto o grupo nadava em uma área popular chamada Kuriyagas Mankada, no distrito de Kurunegala.

Dados oficiais indicam que as autoridades registraram mais de 30 afogamentos em rios entre 12 e 21 de abril, evidenciando os riscos de enchentes em cursos d’água. No ano anterior, a polícia informou 376 mortes por afogamento em rios, com 595 ocorridas em 2024.

Kumara, morador de Gopallawa, relatou que o sonho de seus familiares de fechar reformas e celebrar a casa nova ficou abruptamente interrompido. O familiar enfatizou que a família não sabia nadar e pediu cautela ao se expor a rios durante períodos de risco.

Dinâmica dos rios e riscos

O Deduru Oya é quintal da quinta maior bacia hidrográfica do país, com mais de 2,6 mil km². Em 2025, o reservatório precisou de descargas emergenciais por conta de ciclone, que provocou enchentes, deslizamentos e deslocamentos de mais de 2,3 milhões de pessoas. Especialistas alertam que rios meandrosos sofrem erosão acentuada nas margens externas, criando canais profundos e mudanças de curso.

Estudos com sensoriamento remoto indicam que o Deduru Oya alterou bastante seu contorno entre 1989 e 2021, com maior variação nas curvas de meandros recentes. Analistas destacam que eventos climáticos extremos elevam a energia da água, aumentando velocidades e erosão, o que eleva o risco de afogamentos por quedas em trechos fundos.

Professores e especialistas em hidrologia ressaltam que a variação de vazão após enchentes eleva a velocidade da corrente, afetando áreas antes consideradas seguras para banho. A sedimentação e o assoreamento aceleram a migração do curso, e novas correntezas podem surgir, complicando a segurança nas margem.

Especialistas sugerem que a população busque locais de banho mais seguros e informados, evitando áreas com indícios de erosão ou alterações de leito. Em resposta, planos nacionais visam criar mecanismos de prevenção de afogamentos e investir na construção de pontos de banho protegidos.

O pesquisador L. Sooriyabandara destaca que a água em curvas rápidas representa um risco particular para quem não sabe nadar, especialmente durante a temporada de monções. Já Nilusha Darshana, com experiência na região de Kelani, alerta para poços profundos formados por atividades como mineração de areia, ressaltando a importância de consultar moradores locais sobre as condições do rio.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais