Um drone marítimo foi usado para resgatar dois membros da tripulação de um helicóptero do Exército dos EUA que caiu no litoral de Omã, no início desta semana. O incidente envolve uma embarcação não tripulada da Força-Tarefa 59, criada em 2021.
O resgate foi realizado após o helicóptero Apache ter sido abatido perto do estreito de Ormuz, conforme informou o Comando Central dos EUA (Centcom). As equipes resgatadas foram encontradas e removidas com segurança em cerca de duas horas e, em seguida, içadas por helicóptero.
O que é o Corsair
O drone utilizado é o Corsair, fabricado por uma empresa de Texas. Mede 7,3 metros de comprimento e pode transportar até 450 kg, com velocidade superior a 64 km/h. A bordo, há câmera de 360 graus, radar de navegação e sensor de radiofrequência.
Como ocorreu a operação
A BBC Verify aponta que o Corsair, embora capaz de operação autônoma, deve ter sido controlado manualmente para chegar ao local exato. A missão demonstra uso de embarcação autônoma em resgates de alto risco.
Contexto estratégico
A Marinha dos EUA opera o Corsair há alguns anos, com cerca de 50 unidades. A frota está sendo testada no Oriente Médio desde março, como parte de um plano de ampliar o uso de drones. Em 2024, o Pentágono aprovou contrato de produção de 392 milhões de dólares para embarcações autônomas.
Outras análises e usos
Especialistas destacam que o Corsair é geralmente voltado para detecção de minas e vigilância, mas pode realizar operações de resgate em áreas perigosas sem expor tripulações a tiros. Em outros cenários, drones marítimos aparecem em conflitos no Ukraine-Rússia e operações regionais no Golfo.
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