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Tubarão-goblin com rosto incomum é visto vivo em habitat natural pela primeira vez

Tubarões goblin vistos vivos pela primeira vez em habitat profundo do Pacífico, ampliando o alcance geográfico e revelando comportamentos pouco conhecidos

The rare goblin shark was captured on video by researchers during an expedition to the Tonga Trench in the Pacific Ocean.
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Dois avistamentos de goblin sharks, animais marinhos raros e de aparência incomum, foram registrados vivos pela primeira vez em seu habitat oceânico profundo. As imagens foram feitas durante expedição internacional no Pacífico central, em 2024, e divulgadas na literatura científica.

A descoberta envolveu pesquisadores australianos a bordo do R/V Dagon, na Fossa de Tonga, e equipes da Universidade do Havaí perto da Ilha Jarvis. As filmagens, produzidas ao longo de décadas de mergulho, trazem pela primeira vez registros vivos desses tubarões enigmáticos.

Os vídeos foram publicados em conjunto no Journal of Fish Biology, ampliando o conhecimento sobre a espécie. A expedição de Tonga registrou o animal a quase 2.000 metros de profundidade, o que representa o registro mais profundo de um goblin shark já documentado.

Novos dados sobre a distribuição geográfica

Especialistas destacam que o goblin shark tem alcance geográfico maior do que se pensava. Antes, a espécie era associada a costas dos EUA, Austrália e Japão, com ocorrências limitadas em parte do Atlântico e Índico.

O animal capturado em Tonga exibiu boca inflada para frente apenas em situações de ataque, mas, no vídeo, o foco está no corpo alongado, com cabeça pontiaguda. Cientistas ressaltam que a espécie apresenta metabolismo lento e desloca-se lentamente no ambiente abissal.

Características e significado científico

O goblin shark é conhecido por um focinho alongado e presas que se projetam quando necessário, um mecanismo de caça pouco comum. Pesquisadores descrevem a criatura como uma das mais estranhas do reino animal, sobretudo pela morfologia da boca.

Estudos indicam que o grupo é ancestral, mantendo traços ao longo de cerca de 125 milhões de anos. A espécie pode atingir até sete metros de comprimento, com corpo longo e fins pequenos, adequado ao ambiente de grande profundidade.

Contexto da pesquisa

Os achados destacam a importância de imagens contínuas em habitats remotos. A observação direta de goblin sharks vivos exige longas jornadas de mergulho e horas de filmagem, como ocorreu nesta experiência.

Pesquisadores ressaltam a necessidade de mais dados para entender padrões de comportamento, alimentação e reprodução em profundidades extremas. As informações ajudam a mapear a biologia de uma espécie ainda pouco conhecida.

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