A Nasa defendeu a composição da tripulação da Artemis III, prevista para 2027, com quatro astronautas do sexo masculino. O anúncio, feito na terça-feira, 9, gerou polêmica desde então, principalmente por comparação com a Artemis II, que incluiu Christina Koch.
Segundo o administrador Jared Isaacman, a missão enfrenta reações que vão de decepção a revolta, e justificou a ausência feminina por fatores práticos: alguns astronautas já estão comprometidos com outras expedições da ISS ou têm perfil mais adequado para futuras missões lunares.
Desde 2023, a Nasa assumiu o compromisso de levar uma mulher à Lua pela primeira vez. Atualmente, 15 entre 37 astronautas elegíveis para missões desse tipo são do sexo feminino. O Escritório de Astronautas afirma considerar histórico, experiência e disponibilidade na escolha da tripulação.
Composição da equipe
A Artemis III é comandada por quatro nomes masculinos: Andre Douglas, Luca Parmitano, Randy Bresnik e Frank Rubio. O objetivo é que o grupo tenha maior probabilidade de cumprir as metas da missão, segundo a agência.
A missão prevê um voo orbital de duas semanas, ainda sem aterrissagem direta na superfície lunar. A meta é testar dois módulos lunares que podem transportar astronautas à superfície, dentro do plano para Artemis IV, em 2028. O lançamento ocorrerá com a cápsula Orion conectada aos módulos.
Cronograma e módulos lunares
Os módulos lunares são desenvolvidos pela SpaceX, de Elon Musk, e pela Blue Origin, de Jeff Bezos. A comparação entre as propostas visa identificar a solução mais compatível com a Orion, da Nasa, para a fase de exploração lunar. As duas opções ainda passam por avaliações técnicas.
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