O fenômeno ocorre quando pedaços de gelo caem do céu durante tempestades de grande desenvolvimento vertical. A chuva de granizo envolve bolas ou fragmentos duros que variam de grãos de areia a tamanho de laranja. O granizo é comum em climas temperados, também ocorre no Brasil.
Ele se forma dentro de nuvens do tipo cumulonimbus, com correntes de ar ascendentes que elevam gotículas para camadas muito frias. Lá, as gotículas congelam, formam núcleos de gelo e descem. Nesse trajeto, voltam a subir com novas gotículas.
Os núcleos sobem e descem repetidamente, ganhando camadas de gelo cada vez que passam por regiões úmidas. Quando o peso supera a sustentação do vento, o objeto cai. O tamanho determina a velocidade de queda e o dano potencial.
Granizos grandes podem provocar danos a plantações, veículos e telhados e, em casos extremos, quebrar vidros e ferir pessoas. Embora comuns, houve registros históricos de pedras com diâmetros superiores a 18 cm, em ambientes distintos.
No Brasil, o Sul e o Sudeste são mais atingidos, sobretudo entre outubro e março. Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo registram ocorrências frequentes. A mudança climática tende a intensificar eventos severos de granizo.
Não há como evitar o fenômeno, mas há medidas preventivas. Buscar abrigo durante tempestades fortes, manter veículos em locais cobertos e reforçar telhados ajudam a reduzir danos. Alertas e previsões via apps são aliados importantes.
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