Nos praias de Florianópolis, em Santa Catarina, 796 pinguins-de-Magalhães foram encontrados mortos desde o início do outono até 17 de junho. O balanço é da Associação R3 Animal, que coordena o PMP-BS em parceria com o Ibama.
No dia 10 de junho houve o maior registro, com 69 pinguins mortos em várias praias da cidade. A Praia do Moçambique concentrou 21 óbitos, e, no mesmo dia, cinco animais vivos foram resgatados em diferentes pontos do litoral.
A temporada de migração iniciou no dia 19 de maio. A associação ressalta que os pinguins chegam ao litoral brasileiro buscando alimento, após saírem da Patagônia e das Ilhas Malvinas. O período frio favorece o deslocamento, aumentando o registro de mortalidades.
Resgate de pinguins vivos
Equipes socorreram 44 animais desde o início da temporada. Os pinguins vivos são encaminhados ao Centro de Pesquisa, Reabilitação e Despetrolização de Animais Marinhos (Cepram), no Parque Estadual do Rio Vermelho, em parceria com a Polícia Militar Ambiental.
Após a recuperação, os animais são devolvidos à natureza. A expectativa é de continuidade dos registros, sobretudo com a chegada do inverno. A presença dos pinguins no litoral catarinense deve permanecer até setembro ou outubro.
Caso alguém aviste um pinguim na água, a orientação é não realizar o resgate ainda. A intervenção ocorre apenas quando o animal encalha na areia. A técnica reforça as medidas de segurança para a população e dos animais.
Como agir ao encontrar um pinguim na praia:
- não devolva o animal ao mar;
- não utilize gelo nem tente alimentá-lo;
- afaste animais domésticos;
- acione o resgate pelos contatos: 48 3018-2316 ou 0800 642 3341 (7h às 17h).
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