A faixa de terra isolada a 300 quilômetros da Nova Escócia, no Atlântico Norte, abriga uma das populações de cavalos selvagens mais distintas do mundo. Na Ilha Sable vivem mais de 400 animais, livres, lidando com tempestades, invernos rigorosos e disponibilidade de recursos limitada.
A ilha tem 34 km² de extensão, mede cerca de 42 km de comprimento e 1,5 km de largura. A presença equina na região remonta a 1737, quando colonizadores a introduziram, apesar de lendas de naufrágios persistirem.
A Ilha Sable é famosa por sua forma de lua crescente e por registrar muitos naufrágios. Ao longo do tempo, os cavalos formaram bandos estáveis, com técnicas de sobrevivência adaptadas ao ambiente imprevisível.
Eles chegaram a quase desaparecer no século XX, vítimas de captura para venda e abate. Em 1960, a espécie ganhou proteção legal no Canadá, proibindo manejo e alimentação artificial.
Desde então, os cavalos são reconhecidos como símbolo da Nova Escócia, com legislação que preserva a manada sem interferência humana. Entre as décadas de 1980 e 2000, estudos indicaram uma população distinta devido ao isolamento.
A manada é numerosa entre 400 e 550 indivíduos, apresentando pelagem escura, crina longa e estatura média de cerca de 1,37 metro. A dieta consiste principalmente em grama-da-praia, algas trazidas pelas ondas e sais minerais obtidos com água do mar.
Para água doce, desenvolveram a habilidade de cavar poços na areia. No inverno, migram para o interior da ilha em busca de abrigo, usando reservas de gordura acumuladas no verão.
Sem predadores naturais, muitos idosos morrem por inanição, resultado do desgaste dentário que dificulta a alimentação.
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