O inverno de 2026 começa no próximo domingo, 21, sob a influência da primeira onda de frio da estação. Uma forte frente fria avança pelo interior do país, abrindo caminho para uma massa de ar polar. O recuo das temperaturas deve ocorrer em grande parte do Brasil na semana seguinte.
A frente fria sucede o frio já registrado nas últimas dias. A previsão é de redução de pelo menos 8°C em relação à semana passada, especialmente no Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Os números apontam para queda acentuada em várias regiões.
Bom Jardim da Serra, em Santa Catarina, marcou a menor temperatura do Brasil em 2026: -7,3°C às 4h desta quinta-feira. Urupema chegou a -5,1°C, consolidando o registro extremo no estado.
Onda de frio se espalha e eleva risco de geadas
Com a chegada do sistema, cresce o risco de geada, sobretudo nas áreas de maior altitude do interior gaúcho. Os efeitos começam a partir de segunda-feira, 22, no Rio Grande do Sul, em Mato Grosso do Sul e em São Paulo.
Josélia Pegorim, meteorologista do Climatempo, explica que a massa polar deve avançar para o norte da Argentina e do Paraguai ainda nesta semana, invadindo o interior brasileiro a partir de 24 de junho.
A projeção aponta friagem forte no Acre, Rondônia e sul do Amazonas, com o frio alcançando áreas mais ao norte do país conforme o processo se intensifica.
Frente fria eleva risco de temporais
O Inmet emite alerta amarelo para 171 municípios do Paraná devido à possibilidade de tempestades entre hoje e sexta-feira. Chuvas moderadas a fortes, com rajadas de vento, são esperadas.
Chuvas devem iniciar pelo Rio Grande do Sul e avançar para Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul ao longo do fim de semana. Há risco de danos locais e interrupções em serviços, inclusive energia elétrica.
Na sequência, a massa de ar polar reforça o resfriamento, com temperaturas no Sul abaixo de 3°C no fim de semana. A combinação de geada e frio intenso aumenta a necessidade de atenção especial a áreas de maior altitude.
El Niño deve reforçar as chuvas no Sul
O aquecimento das águas do Pacífico, característico do El Niño, tende a ampliar a frequência de frentes frias no Sul durante o inverno. Meteorologistas sinalizam maior volume de chuva e episódios de temporais com ventos fortes.
A MetSul Meteorologia afirma que o El Niño deve ganhar força ao longo do inverno e pode evoluir para um Super El Niño nos meses seguintes. O fenômeno tende a intensificar os impactos climáticos na região.
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