A Ocean Cleanup revelou uma mudança estratégica após anos de atuação no oceano. A organização passou a interceptar resíduos ainda nos rios, buscando evitar que cheguem às águas abertas. A decisão sinaliza foco no combate na origem da poluição plástica.
Segundo a empresa, cerca de mil rios são responsáveis por quase 80% do plástico que chega aos oceanos anualmente. A iniciativa segue operando com base em pesquisas sobre a origem da poluição e seus impactos.
A mudança de rumo envolve a fundação por Boyan Slat e a implantação de sistemas interceptores. Em campo, a estratégia utiliza estruturas flutuantes para capturar resíduos em rios e canais antes que alcancem o mar.
Tecnologia e operações
A tecnologia empregada direciona o lixo para uma esteira automatizada, que empilha o material em contêineres para destinação adequada. Todo o funcionamento é alimentado por energia solar, reduzindo emissões associadas ao processo.
Um exemplo ocorre na foz do Ballona Creek, em Los Angeles. Em 2025, o sistema local removeu 65 toneladas de resíduos do curso d’água, demonstrando eficiência local.
A Ocean Cleanup afirma que a medida também ajuda a reduzir lixo nas praias e, consequentemente, os custos de limpeza municipal. A adaptação dos sistemas, porém, depende de características do rio, regulamentação ambiental e logística local.
Desdobramentos e desafios
A organização informa que mantém 21 navios em 10 localidades, entre Estados Unidos, Indonésia, Malásia, Vietnã, Guatemala, Jamaica e República Dominicana. Cada local exige ajustes para o funcionamento efetivo.
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