O conceito de digissexualidade ganha fôlego à medida que a tecnologia se inova nos relacionamentos. Pesquisadores associam experiências afetivas mediadas pela tecnologia a uma nova forma de vínculo emocional e sexual.
O termo foi criado por Neil McArthur e Markie Twist para descrever a presença relevante de recursos digitais na vida íntima das pessoas. Em alguns casos, a tecnologia se torna o principal canal de conexão emocional.
A discussão ocorre em meio ao crescimento de chatbots e assistentes virtuais, que acrescentam uma dimensão prática às interações afetivas, ampliando possibilidades de companionship e experimentação emocional.
Quando a IA deixa de ser apenas ferramenta
Plataformas de relacionamento apontam para a era dos “AI situationship”, vínculos com inteligências artificiais como espaço de conversa e acolhimento. Não substituem relacionamentos humanos, mas oferecem opção de companhia.
Aplicativos de IA permitem diálogos longos, prática de conversas difíceis e apoio emocional. Segundo a Universidade de Manitoba, cerca de 17% dos jovens já relataram vínculos emocionais com IA.
Paralelamente, usuários de apps de relacionamento buscam clareza na comunicação. Relatórios indicam queda de interesse em sinais confusos e jogos emocionais, com perfil informando objetivos desde o início.
Ferramentas de IA também aparecem como aliadas, sugerindo descrições de perfil, seleção de fotos e sugestões de atividades para encontros, integrando-se à experiência de muitos usuários.
A digissexualidade ainda é tema em construção e envolve dúvidas sobre o papel da IA nas emoções e nos vínculos. Pesquisas buscam entender até onde essa presença pode evoluir nas relações futuras.
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