O método Taylor Swift, criado pela professora Gláucia Lidiane da Silva, da UFRN, ganhou projeção internacional ao ser usado como ferramenta de ensino de botânica. A ideia utiliza videoclipes da cantora para engajar alunos e superar a percepção de conteúdos áridos. A publicação ocorreu em 2025 na Annals of Botany.
A pesquisadora afirma que 53 videoclipes de Taylor Swift, cerca de 87% da videografia estudada, podem auxiliar conteúdos botânicos. O projeto foi aplicado no ensino médio e superior, com foco na participação, memorização e compreensão de termos especializados.
A iniciativa nasceu em 2020, ao observar o clipe Cardigan, ligado a um módulo sobre musgos. A partir dessa constatação, Gláucia mapeou outros vídeos que apresentassem plantas, flores e ambientes naturais para dialogar com a botânica.
Denúncia de apropriação institucional
Gláucia denuncia que um professor da Espanha reproduziu a lógica do método, usando videoclipes associados aos mesmos conteúdos e apresentando a abordagem como inédita, sem citar a autora. A acusação envolve publicação de um capítulo de livro.
Segundo a pesquisadora, o capítulo utiliza a mesma estrutura do método e mantém a mesma relação vídeo-assunto prevista para o Brasil. Ela afirma que o docente participou de uma palestra sobre o método durante um congresso em Madri, em 2024.
A defesa inicial do professor espanhol reconhece a semelhança, mas não realizou correções. A UFRN informou ter acionado a universidade espanhola e a editora responsável, sem retorno até o momento.
Repercussões e próximos passos
Gláucia afirma que recebeu relatos de estudantes com situações similares no exterior, destacando o impacto na visão sobre direitos de autoria. A pesquisadora aguarda resposta institucional e mantém a denúncia como forma de sinalizar integridade científica.
A repercussão internacional aumenta a visibilidade do Método Taylor Swift como proposta de ensino e levanta o debate sobre reconhecimento de pesquisas brasileiras fora do país. O caso segue em apuração institucional.
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