O Programa Carbono Neutro, desenvolvido pelo Idesam, completa 15 anos na Amazônia, conectando compensação de emissões e restauração produtiva. Em Uatumã, comunidades ribeirinhas adotaram Sistemas Agroflorestais para redesenhar a paisagem e gerar renda local.
Ao longo do período, foram plantadas 77.262 mudas, com 101 hectares restaurados e 111 famílias envolvidas. A iniciativa já compensou 23.179 tCO₂e e monitora a evolução ecológica por meio de inventários periódicos das áreas e espécies.
O programa destaca que cada hectare implantado tem potencial de sequestrar cerca de 229,49 tCO₂e em 20 anos. O acompanhamento inclui dados de crescimento, diversidade e evolução dos SAFs, com foco em resultados mensuráveis.
Restauração com base comunitária
A produção de mudas por viveiristas locais é central, assegurando espécies nativas e frutíferas e fortalecendo a economia da comunidade. O uso de mão de obra local reduz dependência externa e reforça cadeias locais de restauração.
Relatório aponta que, em 2025, cerca de 59% dos recursos foram destinados à economia local, com compras de mudas, insumos, serviços comunitários e logística dentro da reserva. O objetivo é ampliar impactos econômicos diretos.
O monitoramento das áreas restauradas é contínuo, com relatórios enviados a parceiros. O painel interativo Mapa de Plantio reúne informações georreferenciadas, dados do programa e registros fotográficos para consulta pública.
O Instituto mantém o selo e o certificado de participação, reforçando o compromisso com ações de restauração, monitoramento e envolvimento das famílias participantes.
Desembolso e divulgação
O apoio ao Carbono Neutro ocorre por meio de inventários de GEE para empresas e eventos, além de uma calculadora de CO₂ para pessoas físicas e plantio voluntário. Parceiros ampliam ações de restauração e fortalecem comunidades.
Além disso, o Idesam promove o Desafio Bioinovação Amazônia, com apoio do Bezos Earth Fund. A chamada internacional busca soluções com base na biodiversidade para setores como alimentação, cosméticos e novos materiais.
Premiação de até R$ 200 mil está prevista, com inscrições abertas até 30 de junho de 2026. O objetivo é estimular pesquisas, startups e parcerias que aproveitem ativos da floresta para inovações sustentáveis.
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