SpaceSail, projeto apoiado pelo governo chinês, busca disputar o mercado de internet via satélite comandado pela Starlink. A iniciativa aponta para um crescimento rápido de seus ativos e acordos internacionais com dezenas de países, mesmo com uma base de operações menor.
O objetivo é oferecer internet de alta velocidade, segura e confiável, com cobertura global. O projeto SpaceSail Constellation, conhecido em chinês como Qianfan, foi lançado em 2023 pela empresa estatal Shanghai Spacecom Satellite Technology (SSST). O financiamento inicial veio da administração municipal de Xangai e de institutos estatais.
A SSST recebe suporte da Academia Chinesa de Ciências e do governo municipal de Xangai. O investimento inicial soma 6,7 bilhões de yuans, aproximadamente 943 milhões de dólares. O projeto permanece inteiramente financiado por entidades chinesas, sem participação de Hong Kong ou Macao.
Progresso e metas
Desde agosto de 2024, SpaceSail lançou 54 satélites em três lançamentos com o veículo Long March 6A, seguido por um quarto grupo em 2024. Em 2025, o total de satélites ativos já ultrapassa 200, com o mais recente lançamento realizado em junho, via Long March 8.
A empresa afirma que já possui capacidade para começar a aplicação comercial, com monitoramento de embarcações no mar como etapa inicial. Até o fim de 2026, a SpaceSail projeta atingir 648 satélites ativos, com planos de exceder 15 mil unidades para cobertura global.
Comparação com Starlink
A Starlink atua com mais de 12 milhões de usuários ativos em 160 países, operando cerca de 10.413 satélites, com ambição de chegar a 42 mil. A SpaceSail, embora, pretende superar 10 mil satélites até 2030, ainda está longe de alcançar esse marco.
Analistas observam que a SpaceSail enfrenta competição interna na China, principalmente com a SatNet, outra estatal que desenvolve uma constelação semelhante, Guowang. A SpaceSail, porém, é vista como concorrente mais direta da Starlink, devido ao foco em serviços globais.
Entre na conversa da comunidade