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Tecnologia inédita para suportar novos data centers será inaugurada em São Paulo

Dynamic Line Rating em tempo real, com sensores e dados climáticos, aumenta a capacidade de transmissão em São Paulo para sustentar o crescimento de data centers

Thiago Prado participa de debate sobre 'O Futuro da Regulação Energética no Brasil: Desafios, Convergências e Novas Fronteiras'
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O Estado de São Paulo receberá uma tecnologia inédita para o controle em tempo real do sistema de transmissão. O anúncio foi feito pelo presidente da EPE, Thiago Prado, durante o Energy Summit, em painel realizado na quarta-feira, 24, no Rio de Janeiro. A obra busca respaldar o crescimento de data centers, que demandam energia estável e em grande volume.

Prazo e objetivo: a inovação permitirá que a transmissão seja tratada como variável para o operador, aumentando a flexibilidade e atrasando novos investimentos na rede. A previsão é de que o recurso seja aplicado já na próxima fase de expansão.

O empreendimento utiliza a tecnologia Dynamic Line Rating (DLR), que emprega sensores digitais e dados climáticos em tempo real para aumentar a capacidade de transporte das linhas sem a necessidade de novas torres ou cabos.

Dezenas de projetos envolvendo data centers foram mapeados pela EPE e pelo ONS. A estratégia combina o aumento da capacidade com outras soluções, como armazenamento de baterias e o sistema de transmissão flexível (FACTS), para melhorar o escoamento da rede.

Desafios de um futuro descentralizado

Questionado sobre planejamento frente a tecnologias descentralizadas, Prado disse que a EPE trabalha com cenários de longo prazo, priorizando recursos já em desenvolvimento e outros ainda não identificados.

O executivo destacou o maior desafio: o avanço dos Recursos Energéticos Distribuídos (REDs) sem sinais econômicos adequados, o que dificulta o planejamento central e a governança do sistema.

Ele apontou medidas como medição inteligente, melhoria da qualidade de dados da curva de carga e avanços na discussão sobre o Distribution System Operator (DSO) como fundamentais para aumentar a controlabilidade do ONS. Também mencionou a necessidade de evoluções nos índices de digitalização dos processos e na eletrificação de grandes cargas, mobilidade elétrica e indústria.

Segundo Prado, a mobilidade pode contribuir com carregadores inteligentes integrados a medidores, gerando maior flexibilidade e participação do consumo. A EPE trabalha ainda em metodologias de carga líquida para reduzir impactos dos recursos distribuídos e, ao mesmo tempo, lidar com o curtailment causado pela oferta excessiva de energia.

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