A cirurgia cardíaca tem ganhado novas possibilidades por meio da robótica e de técnicas minimamente invasivas. Em casos selecionados, é possível operar o coração por incisões menores, sem abrir o tórax.
A mudança envolve instrumentos de alta precisão e visão 3D ampliada. O cirurgião atua a partir de um console, mantendo o controle dos movimentos com maior estabilidade e refinamento.
Essa evolução não substitui a cirurgia tradicional. Quando bem indicada, traz benefícios como menor trauma, menos dor, menor tempo de internação e retorno mais rápido às atividades.
Entretanto, o robô não opera sozinho. A tecnologia amplia a prática, mas o resultado depende de experiência, planejamento e escolha criteriosa de indicação médica.
A adoção da robótica ocorre em procedimentos como correções valvares, revascularização do miocárdio em casos selecionados, tratamento de arritmias, ressecção de tumores e algumas cardiopatias congênitas em adultos.
A principal mensagem é que a robótica não é universalmente indicada. Cada caso requer avaliação clínica, técnica e de evidências para decidir a melhor abordagem, sem marketing ou pressa.
As informações destacam a necessidade de equilíbrio entre tecnologia, critérios clínicos e expectativa do paciente, mantendo a segurança como prioridade na escolha terapêutica.
Robinson Poffo, presidente do Departamento de Cirurgia Cardíaca Endovascular e Minimamente Invasiva da SBCV, comenta que inovação deve andarem juntos de responsabilidade e treino.
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