Muitos venezuelanos receberam alertas em seus smartphones minutos antes de tremores atingirem o país, por meio de um sistema de detecção do Google. Android e iOS permitem exibir avisos oficiais de autoridades em emergências, como terremotos.
O Google afirma ter ido além do envio de alertas oficiais, usando bilhões de celulares Android para detectar tremores. O sistema identifica vibrações pelo acelerômetro, envia dados aos servidores e, em segundos, confirma o evento e localiza a origem e a magnitude.
Como funciona
Praticamente todos os smartphones trazem um acelerômetro que mede movimentos. Ao detectar a onda P, o telefone envia informações ao Google, que compara dados de vários aparelhos para confirmar o terremoto.
A seguir, o sistema calcula localização e intensidade, com o objetivo de alertar antes da onda S, que chega depois e pode causar mais danos. Dois níveis de alerta são oferecidos: BeAware e TakeAction.
Quão eficaz é o sistema
O Google divulgou que, desde abril de 2021, foram enviados 790 milhões de alertas para mais de 2 mil tremores potencialmente perigosos. Ainda assim, houve falhas em terremotos anteriores, como fevereiro de 2023 na Turquia e na Síria.
A empresa informou que atualizou os algoritmos para evitar erros repetidos. Em fevereiro de 2025, houve desculpas oficiais por um falso alarme enviado a usuários no Brasil.
Sobre a Venezuela
Nesta semana, internautas venezuelanos elogiaram o Google em redes sociais, compartilhando vídeos não verificados com supostos alertas de evacuação. A autenticidade dessas informações não foi comprovada.
A Apple
Além dos alertas governamentais, a Apple ressalta que usuários nos EUA e em Taiwan podem receber avisos de órgãos autorizados. A empresa não comentou o funcionamento do sistema antes do fechamento desta reportagem.
Ao contrário do Google, a Apple não usa iPhones como rede de detecção, mas permite que milhares de aparelhos repliem alertas recebidos para ampliar a cobertura em áreas sem sinal móvel ou Wi‑Fi.
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