O Makoto é um sistema disponível no Brasil que identifica o risco de infarto antes do surgimento de sintomas. O recurso atua durante o cateterismo cardíaco, analisando a composição das placas de gordura nas artérias coronárias. O objetivo é detectar placas com maior quantidade de lipídios, associadas a maior probabilidade de eventos cardiovasculares.
A tecnologia gera um mapa colorido das artérias em segundos e calcula um índice da presença de lipídios na região avaliada. Com as informações, o cardiologista pode planejar medidas de prevenção mais rigorosas, visando reduzir o risco de infarto.
Como funciona
O Makoto acompanha o cateterismo, exame que visualiza o interior das artérias do coração. Em poucos segundos, o equipamento destaca áreas com maior concentração de gordura e fornece um parâmetro que orienta escolhas terapêuticas.
Segundo o cardiologista intervencionista Hideo Kajita, o método ajuda a identificar pacientes que precisam de controle mais rígido dos fatores de risco, como colesterol, pressão arterial e diabetes, além de orientar mudanças no estilo de vida.
Benefícios e limitações
A avaliação mostra que nem sempre o infarto ocorre nas artérias mais estreitas; eventos podem ocorrer em placas não obstrutivas. Assim, conhecer a composição das placas amplia a chance de identificar pessoas com maior probabilidade de risco antes do aparecimento dos sintomas.
Kajita destaca que a tecnologia não substitui os cuidados tradicionais com a saúde do coração. Ferramentas como esta ajudam na detecção precoce, mas hábitos saudáveis e acompanhamento médico regular continuam essenciais.
Quem pode fazer o exame
O sistema pode ser usado em pacientes com suspeita ou diagnóstico de doença arterial coronariana, histórico familiar de infarto ou múltiplos fatores de risco. Também é indicado para quem já teve evento cardíaco e precisa de avaliação detalhada das artérias.
Embora oferecido como auxílio, o Makoto não substitui o manejo médico convencional. A combinação de diagnóstico, tratamento adequado e mudanças de estilo de vida permanece central para a prevenção de infartos.
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