A China voltou a ter o supercomputador mais rápido do mundo, segundo o ranking TOP500. O LineShine superou o El Capitan, assumindo a liderança e rompendo a marca de 2.000 exaflops. A conquista ocorre mesmo diante de restrições dos EUA à venda de componentes de alto desempenho para o país. O LineShine não utiliza GPUs e sim CPUs de arquitetura própria.
A inovação envolve cerca de 45 mil processadores LX2, cada um com 304 núcleos operando a 1,55 GHz. Esses chips formam uma rede de alta velocidade e baixa latência denominada LingQi, que conecta os componentes do sistema.
O LineShine aparece como o primeiro a ultrapassar 2.000 exaflops e fica aproximadamente 20% mais rápido do que o segundo colocado, o El Capitan. A liderança, no entanto, não representa eficiência energética: o LineShine consome cerca de 42,2 megawatts, frente a 29,7 MW do El Capitan.
A posição no ranking TOP500 também reflete um viés: empresas americanas ainda dominam o grupo, ocupando três das cinco primeiras colocações. A divulgação da performance ocorre em meio a tensões entre China e Estados Unidos sobre acesso a tecnologias de ponta.
Números e impactos foram analisados por veículos especializados, que destacam o contraste entre desempenho bruto e consumo energético, bem como a estratégia chinesa de priorizar arquitetura baseada em CPUs de uso geral para superar sanções a fornecedores estrangeiros.
Entre na conversa da comunidade