O Google limitou o uso dos modelos Gemini pela Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, após a Meta pedir mais capacidade computacional. A decisão, tomada por volta de março, interrompeu e atrasou projetos internos de IA da empresa de Mark Zuckerberg. As restrições continuam em vigor.
Segundo pessoas próximas, o Google não conseguiu atender à demanda alta da Meta, que já utiliza o Gemini em várias frentes internas, como segurança, atendimento ao cliente e automação de publicidade. Outros clientes do Google também foram impactados, em menor escala.
A medida evidencia gargalos de infraestrutura enfrentados pelos maiores provedores de IA, mesmo com investimentos bilionários em chips, data centers e energia. O Google tem buscado ampliar capacidade, incluindo serviços de nuvem e contratos de terceiros para suprir a demanda.
Entretanto, a Meta não possui negócio de nuvem e avança na construção de sua própria frota de data centers. A empresa pretende investir cerca de US$ 600 bilhões nos EUA até 2028 para atender às necessidades de treinamento e inferência de IA.
O Gemini é usado pela Meta para automação de processos de segurança, detecção de golpes e suporte de publicidade, além de fluxos de trabalho internos e programação. A empresa também trabalha com o Claude da Anthropic para comparar desempenho.
Paralelamente, a Meta tem enfatizado seu novo modelo Muse Spark, visto como mais competitivo que o Gemini em determinadas aplicações, o que reduziria a dependência de modelos externos. O tema ressalta a competição por capacidade computacional na indústria.
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