Na disputa global por capacidade de processamento para inteligência artificial, controles dos EUA sobre exportação de tecnologia pressionaram as vendas de chips H200 da Nvidia na China. Pequim tem incentivado o uso de chips desenvolvidos localmente, fortalecendo rivais como a Huawei.
O CEO da Nvidia, Jensen Huang, viu seu status no setor subir, mas não garantiu sucesso comercial na China. Enquanto isso, a Huawei avança no mercado doméstico, com rivais chineses ampliando seu espaço junto a clientes locais.
Relatórios indicam que a dependência de mercados chineses já não favorece apenas grandes fabricantes dos EUA. Empresas chinesas, incluindo a DeepSeek, disputam participação com o que há de mais avançado em hardware de IA.
Um estudo da Bernstein aponta que, em 2025, a Nvidia detinha cerca de 40% do mercado chinês de chips de IA, com Huawei e rivais próximos. A projeção é de queda para 8% em 2026, enquanto a Huawei subiria para perto de 50%.
Chips Huawei de ponta, como a série Ascend 950, já aparecem como correspondentes próximos ao H200 da Nvidia em termos de desempenho, segundo métricas do setor.
Perspectivas de mercado
A posição oficial da China sobre a importação de chips H200 permanece pouco clara. A Nvidia afirma não ter vendido nenhum H200 na China até o momento, complicando previsões de receita.
Durante a última assembleia de acionistas, Huang afirmou que a Nvidia ainda não gerou receita com exportações para a China e não há certeza sobre futuras importações permitidas no país. O tema continua sob vigilância regulatória.
Entre na conversa da comunidade