O Alibaba proibiu seus funcionários de usar o Claude Code no local de trabalho, em meio à disputa com a Anthropic. A medida foi anunciada após relatos de que o recurso tinha a capacidade de identificar detalhes da navegação de usuários chineses, segundo a Reuters.
A orientação interna determina que os engenheiros passem a utilizar a plataforma própria da empresa, chamada Qoder, em vez do Claude Code. Funcionários da Alibaba teriam sido informados sobre a mudança como parte de uma estratégia de segurança e conformidade.
A disputa entre Alibaba e Anthropic ganhou força em junho, quando a Anthropic acusou a empresa chinesa de destilação de capacidades do Claude. A empresa afirmou que o treino de um modelo menor a partir de respostas de um sistema avançado facilita rivais chineses na aproximação de seus próprios modelos.
A Anthropic também disse ter dificuldades em aplicar restrições à China para uso individual, citando riscos legais e de conformidade. A companhia destacou que manter o controle sobre o acesso e uso de tecnologia sensível é um desafio em ambientes com diferentes regulações.
No contexto mais amplo da corrida da inteligência artificial, empresas chinesas ampliam o uso de modelos domésticos e de código aberto, incluindo nomes como DeepSeek, Qwen, Moonshot e Zhipu, com o Qwen pertencente ao Alibaba. Ao mesmo tempo, modelos chineses ganham espaço no mercado norte-americano, elevando preocupações entre especialistas dos EUA.
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