A Positivo Tecnologia vê o avanço de gigantes de IA como aliadas. A aposta é no edge AI, que processa dados localmente, reduzindo a dependência de nuvem. A demanda por infraestrutura regional deve aumentar, abrindo oportunidades para a empresa.
O CEO Hélio Rotenberg afirma que o crescimento global em IA gera demanda por mais capacidade computacional. Com planos de descentralizar parte do processamento, a Positivo enxerga redução de custos e maior segurança de dados para clientes.
Essa visão se apoia em entregas já realizadas de mega servidores de IA para instituições públicas, como USP e Unicamp, além da Petrobras. Tais projetos ajudam a estimar receita entre 4 e 4,2 bilhões de reais em 2026, segundo a empresa.
Entregas e investimentos em IA local
A Positivo já instalou o supercomputador Abaporu em Campinas e o Jairu na USP, em parceria com Nvidia e Scherm. O custo total do projeto de Campinas foi próximo a 1 milhão de dólares; a USP ficou em 40 milhões de reais.
A empresa também concluiu a entrega de um superservidor para a Petrobras, no âmbito de um contrato com a Atos Bull. Esses contratos fortalecem o portfólio de infraestrutura de TI, que representa mais da metade do faturamento.
Receita e inovação da Positivo
Atual é a divisão de infraestrutura de TI, que soma 52% do faturamento e tem expectativa de crescimento. No primeiro trimestre, a receita líquida ficou em 741,4 milhões de reais, com EBITDA 31% maior que no mesmo período de 2025.
A Positivo busca ampliar o estritamente tecnológico com soluções de pagamento via maquininhas com leitura da palma da mão. O negócio já representa cerca de 15% da receita do ano anterior, com mais de 1 milhão de devices no mercado.
Perspectivas para 2026
A empresa projeta investimento de cerca de 200 milhões de reais em novas tecnologias em 2026. O objetivo é consolidar o segmento de infraestrutura entre 50% e 60% do faturamento. O valor de mercado da Positivo ficou em 564 milhões de reais até o momento.
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