O município de Chapecó, em Santa Catarina, amplia o Sistema Antigranizo (SAG diante da aproximação do El Niño). A medida visa proteger residências, lavouras e infraestrutura urbana contra tempestades mais severas previstas para a região Sul.
Os equipamentos disparam ondas sônicas em direção às nuvens, a até 15 mil metros de altitude. A tecnologia utiliza uma mistura de acetileno e oxigênio para desestabilizar cristais de gelo, reduzindo a possibilidade de granizo destrutivo.
Cada unidade importada da Espanha custa R$ 972 mil. O primeiro canhão fica no bairro Efapi, na rua Quilombo, cobrindo cerca de 80 hectares, equivalente a 112 campos de futebol.
Mais duas unidades entraram em funcionamento no final de junho: uma no Loteamento Alice, também no Efapi, e outra no Distrito de Marechal Bormann. As instalações ampliam a cobertura do SAG na cidade.
O SAG já registrou mais de 4 mil acionamentos em eventos que poderiam danificar residências, com granizo observado em áreas não protegidas durante algumas ocasiões. A expansão busca reduzir esse risco.
No conjunto de ações, a prefeitura realiza limpeza de riachos e galerias, palestras em escolas, criação de uma Sala de Crise e um comitê de monitoramento climático. A defesa civil passa a atuar de forma integrada.
Para o secretário Walter Parizotto, a expansão protege perímetros estratégicos diante de frentes tempestuosas associadas ao El Niño. O prefeito Valmor Scolari destaca o compromisso com investimentos permanentes na Defesa Civil.
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