A iniciativa do IBGE visa preparar gestores privados e públicos para enfrentar os extremos climáticos ligados ao El Niño, com foco em prevenção, mitigação e resposta. A formação é gratuita e utiliza dados estatísticos e geocientíficos para orientar ações nos estados brasileiros. As inscrições vão até o dia 15.
A primeira turma terá início em 20 de julho. A capacitação ocorre dentro da plataforma Singed Lab Desastres, criada pelo IBGE para reunir informações cartográficas, estatísticas e dados geocientíficos do Singed. Ao concluir o curso, os participantes receberão certificado emitido pela ENCE/IBGE.
A seleção para companhias privadas define que cada empresa deve indicar pelo menos cinco representantes; para gestores públicos, até oito por município. O IBGE não divulgou um teto de participantes por organização. A ideia é formar até mil pessoas ao longo da primeira turma.
Plataforma Singed Lab Desastres
A ferramenta reúne dados que ajudam na prevenção de desastres, indo além do registro de perdas. Segundo o IBGE, o objetivo é permitir que gestores planejem ações de forma proativa, com base em inteligência territorial. O software utilizado é de código aberto, facilitando o acesso e a adaptação.
Para Marcio Pochmann, presidente do IBGE, a plataforma representa uma nova fronteira para o Estado brasileiro. O objetivo é usar estatística e geociência para aprimorar a avaliação de impactos e a atuação preventiva diante da mudança climática.
O diretor de Tecnologia da Informação do IBGE, Marcos Mazoni, destacou que o Singed Lab Desastres oferece base sólida para a formação e para debates entre gestores. A proposta é manter a plataforma útil também fora de momentos de crise, fortalecendo políticas públicas de adaptação climática.
A especialista Fernanda Faret, da Ambix Ambiental, vê a iniciativa como avanço na governança de riscos climáticos. Ela aponta que reunir dados e capacitar gestores ajuda a reduzir vulnerabilidades, protegendo cadeias de suprimentos, infraestrutura e operações empresariais.
Para orientar as empresas participantes, a formação foca na incorporação de riscos climáticos à gestão corporativa. As orientações incluem mapear vulnerabilidades, revisar planos de continuidade, melhorar a gestão hídrica e considerar impactos contratuais e de investimento ante eventos extremos.
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