Em Roma antiga, o conceito de banheiro era bem diferente do atual. As células eram espaços amplos com fileiras de assentos de pedra, que davam para pequenos fluxos de água. Era comum evacuar enquanto se conversava com colegas.
O que chamamos de higiene também diferia: não havia papel higiênico até o século XIX. Em vez disso, os romanos usavam o , uma esponja orgânica presa a uma vareta de madeira, para limpar a região. A esponja era enxaguada em vinagre ou água salgada entre usos.
Além do , havia outra opção em casas que não possuíam esse instrumento. O pessoi, uma pedrinha de cerâmica com bordas arredondadas, era usada para raspar suavemente os vestígios de evacuação. O objeto podia circular entre usuários de banheiros comunitários.
Essa prática revela como a limpeza íntima era mais trabalhosa e arriscada do que hoje. Casos de infecção intestinal poderiam se disseminar com facilidade pela reutilização de equipamentos entre pessoas.
O hábito de compartilhar esses itens mostra a diferença tecnológica entre épocas. A invenção do papel higiênico e a consolidação de sistemas de água encanada, no século XIX, contribuíram para mudanças significativas na higiene pública e individual.
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