Mais da metade das ciclovias de São Paulo não atende às larguras mínimas recomendadas, conforme um levantamento do gabinete da vereadora Renata Falzoni (PSB). O estudo revela que 55% das ciclovias estão abaixo dos padrões estabelecidos pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), que sugere 1,5 metro para ciclovias unidirecionais e 2,5 metros para bidirecionais.
Além disso, 38% das ciclovias estão dentro dos limites considerados excepcionais, de 0,8 metro e 1,6 metro, enquanto 17% estão ainda abaixo desses números. A Secretaria Municipal de Mobilidade e Trânsito, sob a gestão de Ricardo Nunes (MDB), afirmou que está ciente do relatório e aguarda a entrega formal para realizar vistorias e avaliar a necessidade de intervenções.
Problemas nas Intersecções
O levantamento também destacou que 22% das intersecções analisadas são consideradas inseguras. Entre os 6.350 pontos avaliados, a falta de semáforos específicos e a insuficiência de tempo semafórico para ciclistas foram os principais problemas identificados. Além disso, 22% das sinalizações horizontais e 20,5% do piso das ciclovias foram classificados como precários.
A meta do Plano de Ação Climática de 2021 é que 4% dos deslocamentos na cidade sejam feitos de bicicleta até 2030. Atualmente, apenas algumas regiões alcançam 2%. A vereadora Falzoni, que é cicloativista, ressaltou que os dados obtidos servirão para aprimorar as políticas públicas voltadas para a mobilidade cicloviária.
Metodologia do Levantamento
Para a realização do levantamento, mais de 100 ciclistas foram treinados para registrar a situação das ciclovias, percorrendo 735 quilômetros. O trabalho, que durou mais de seis meses, resultou em um mapa detalhado com fotos e geolocalização das condições das ciclovias na cidade. A gestão municipal já revitalizou 125 km de ciclovias e pretende expandir a malha cicloviária de 771,7 km para 1.000 km até 2028.
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