A Quarta-Feira das Trevas é lembrada na história da Paixão de Cristo como o dia em que Judas Iscariotes negociou a entrega de Jesus por 30 moedas de prata, segundo a narrativa bíblica. A descrição tradicional associa esse período aos dias que antecedem a Páscoa.
Na Quinta-Feira Santa, a traição ocorreu durante a Última Ceia. Jesus indicou o responsável ao entregar um pedaço de pão molhado a Judas, anunciando que seria entregue por um dos discípulos. O episódio é relatado nos Evangelhos e inspira celebrações pascais.
Em Mateus, Judas é citado como o traidor que combinou com os fiscais um sinal para identificar Jesus, permitindo a prisão com o beijo de Judas. O gesto selou a traição e deu início aos acontecimentos que levaram ao julgamento.
Prisão e crucificação de Jesus
Após o beijo, Jesus foi capturado na noite de quinta e levado às autoridades. O roteiro bíblico descreve o encaminhamento a Pôncio Pilatos, o governador romano, que autorizou o julgamento.
Judas, segundo o Evangelho, arrependeu-se, devolveu as moedas e tirou a própria vida. Outras passagens apresentam versões distintas sobre a morte do apóstolo.
Pilatos, sob pressão da multidão, autorizou a crucificação de Jesus na Sexta-Feira Santa. O corpo foi sepultado, e, no domingo, mulheres encontraram o túmulo com a pedra removida.
Resumo dos desdobramentos
Mulheres descobriram a pedra removida do sepulcro; um anjo anunciou a ressurreição a Maria Madalena e às outras presentes. Jesus apareceu aos discípulos, transmitiu a mensagem de paz e, após 40 dias, ascendeu ao céu.
Malhação de Judas
Além das encenações litúrgicas, o Brasil mantém a tradição da malhação de Judas no Sábado de Aleluia. Um boneco representa Judas e é julgado pela população, que o “malha” com paus e objetos, conforme a região. Em alguns locais, há referências ao enforcamento do boneco.
Entre na conversa da comunidade