O movimento estudantil nas universidades estaduais de São Paulo ganha volume com pautas de permanência estudantil, moradia e alimentação. Estudantes da USP iniciaram greve em 14 de abril, cobrando diálogo e melhorias. Em paralelo, docentes e servidores pressionam por recomposição salarial.
Na Unesp, paralisações se intensificaram nos dias 5 e 6 de abril, com adesão prevista. A Unicamp, por sua vez, prepara assembleia para deliberar sobre o tema na quinta-feira, 7, sinalizando possível deflagração de greve. Reivindicações comuns envolvem investimento em assistência estudantil, moradia e alimentação.
Em resposta, a administração da Unesp aponta avanços, como a ampliação de restaurantes universitários e o atendimento a milhares de estudantes com auxílios em 2025. Ainda assim, estudantes relatam precarização de ensino, pesquisa, extensão e permanência.
Na USP, as negociações foram encerradas pela reitoria após três rodadas sem acordo. O ponto de impasse envolve o valor do auxílio estudantil Papfe, com pleas de equiparação ao salário mínimo paulista. Mais de 100 cursos permanecem paralisados.
Unicamp discute continuidade da greve
Estudantes da Unicamp devem decidir, na assembleia, sobre possível greve. Principais demandas incluem reforma da moradia estudantil em Limeira, ampliação de serviços de apoio psicológico e combate à precarização de restaurantes e transportes. A reitoria afirma andamento normal das negociações.
Cruesp e financiamento sob análise
Paralelamente, a negociação de docentes e servidores não resultou em acordo, com Cruesp e Fórum das Seis mantendo posição. Nova reunião está marcada para o dia 11. O tema envolve reajuste salarial e a recuperação do poder de compra desde 2012.
A discussão sobre o financiamento das universidades também segue, diante da reforma tributária prevista. Hoje as instituições recebem parte da arrecadação do ICMS, o que pode mudar com o IBS em 2033, elevando a incerteza sobre o orçamento.
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