O Pavilhão da Bienal, no Parque Ibirapuera, recebe a 22ª edição do Salão do Artesanato — Raízes Brasileiras, de 13 a 17 de maio. O evento reúne mais de 700 artesãos de todos os estados e do Distrito Federal, com entrada gratuita. O foco é mostrar a diversidade cultural do país por meio de peças, oficinas e apresentações.
Além da exposição de artesanato, móveis e decoração, há espaços de gastronomia típica e oficinas abertas para aprender técnicas como crochê e bordado. Diariamente, às 18h, o palco musical apresenta ritmos como forró, samba e viola brasileira.
A organizadora Rome Eventos, representada pela diretora Leda Simone Alves, afirma que o objetivo é aproximar o público do artesanato presente no cotidiano. Cada peça revela tempo, técnica, história e autoria, sem igual.
Diversidade regional
No Norte, destacam-se joias em capim dourado e calçados em látex; no Nordeste, a renda renascença e a arte sacra ganham espaço. O Sudeste traz a tradição de panelas de barro, junto ao design contemporâneo de São Paulo.
Daniel Papa, Secretário Nacional do Artesanato, ressalta o papel do evento na inclusão produtiva. O setor é apresentado como trabalho, renda e oportunidade de crescimento para familiares e comunidades locais.
Oportunidades de negócios e sustentabilidade
O Salão funciona como plataforma de negócios conectando criadores a lojistas, hotéis e colecionadores. O Sebrae e o Programa do Artesanato Brasileiro apoiam expositores, com foco em qualidade e potencial de exportação. A ApexBrasil destaca o alto valor internacional do artesanato brasileiro.
O evento mantém o selo Carbon Free pelo terceiro ano consecutivo, com compensação de carbono por meio do plantio de árvores. A organização também garante acessibilidade a pessoas com deficiência e gestão de resíduos, unindo tradição e responsabilidade socioambiental.
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