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Maternidade transforma a vida de 6 mulheres: chefs, mães e empresárias

Maternidade redefine liderança na gastronomia, trazendo objetividade, responsabilidade social e gestão mais equilibrada entre trabalho e família

Manu Buffara, eleita a melhor chef mulher da América Latina em 2022, e suas filhas Helena e Maria
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A maternidade redefine planos e rotinas de seis mulheres que atuam na alta gastronomia, produção de doces e gestão de restaurantes. O impacto vai além da agenda: influencia liderança, criação de menu e distribuição de tarefas. O tema surge em meio a dados sobre desigualdade no setor.

Apesar de avanços, a presença feminina em cargos de liderança permanece abaixo do que seria ideal. Na hospitalidade, as mulheres representam mais da metade da força de trabalho, segundo organizações setoriais, mas seguem sub-representadas em posições-chave. Na gastronomia de alto padrão, a participação feminina é menor ainda.

A maternidade é apontada como ponto de inflexão para quem comanda cozinhas, equipes e negócios. Estudos indicam que mulheres encerram negócios por motivos familiares com mais frequência que homens, destacando o peso do cuidado na carreira. A seguir, relatos de profissionais que conciliam maternidade e trabalho.

Manu Buffara, Manu Restaurante

Mãe de Helena e Maria, Buffara diz que a maternidade redesenhou prioridades e a própria cozinha. A cozinha ganhou maior honestidade e propósito, com foco naquilo que realmente importa. A chef também ampliou seu senso de responsabilidade social, desenvolvendo projetos educativos.

Além do livro com receitas para crianças, a chef executa iniciativas em escolas públicas do Paraná para ampliar o acesso à informação sobre alimentação. A organização do tempo entre maternidade, carreira e projetos paralelos exige disciplina, mas a clareza sobre prioridades aparece com mais força hoje.

Isabel Hagi, Hagi Torrones & Chocolates

Isabel Hagi afirma que o tempo ficou mais curto após o nascimento da filha Aurora. As decisões passaram a ser mais diretas, com foco no que é essencial. A mãe destaca a importância de manter equilíbrio interno para administrar o trabalho e a casa.

O retorno ao trabalho, após o puerpério, ajudou a reconectar a identidade além da maternidade. A convivência com a tia e a participação da filha no dia a dia da fábrica aparecem como apoio importante nesse período de transição.

Helena Rizzo, Maní

Rizzo diz ter recalculado a dinâmica de trabalho ao tornar-se mãe. A profissional destaca maior objetividade nas escolhas e nas decisões, além de cuidar melhor da própria saúde para manter equilíbrio nas frentes de atuação.

Gisela Schmitt, Gastromar

Schmitt ressalta a necessidade de gerenciar tempo e equipes com mais clareza e objetividade. A maternidade trouxe sensibilidade para diferentes realidades, ajudando a criar processos mais eficientes.

Segundo a chef, o ambiente de trabalho funciona como uma grande família. A experiência inspira uma liderança que busca equilíbrio entre presença pessoal e profissional, elevando a qualidade do que é entregue.

Marie France, La Casserole

Ao assumir o La Casserole ainda grávida, Marie France vivenciou a convivência entre a gestão do restaurante e a criação do filho. A solução envolveu apoio da rede próxima e da parceria com o então marido. Hoje, com outro filho, dirige o espaço ao lado do filho mais novo.

A narrativa aponta que é possível manter o negócio ativo durante a maternidade, desde que haja rede de suporte. A liderança recebeu novos contornos ao longo do tempo, integrando vida pessoal e profissional.

Olivia Maita, Oli Pizzas Artesanais

Mãe de Vitório, Olivia passou pela mudança de cidade da operação, transferindo parte da produção para um novo endereço. A experiência exigiu delegação e organização da gestão, com foco em manter a qualidade.

Com a Oli Pane, padaria associada, a empresária reforça a necessidade de estruturas sólidas. Hoje, a gestão prioriza foco estratégico e equilíbrio entre trabalho e família, com expectativa de uma segunda fase mais estável.

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