O restaurante Shihoma, de São Paulo, recebeu um pedido de substituição do nome de um prato. A solicitação partiu do Il Pastaio, que afirma deter a marca Rondelle registrada no INPI e pediu a troca para Rotolo no cardápio. O episódio reacende debate sobre marcas e uso de termos gastronômicos.
A mensagem recebida pelo chef Marcio Shihomatsu foi publicada pelo restaurante, com a alegação de uso indevido e a sugestão de trocar o nome. A comunicação também afirma que houve tentativa de contato direto para evitar medidas formais. O Il Pastaio afirmou exclusividade de uso no território nacional.
A página do Il Pastaio resume a história da marca, que data de 1986, quando registrou Rondelle para massa cilíndrica recheada. Especialistas destacam que o registro protege a marca, mas não impede o uso descritivo do termo Rondelle, amplamente entendido como tipo de massa.
O caso ilustra como domínios de marca podem conflitar com termos comuns na gastronomia. O Rondelle é também conhecido como Rotolo, o que complica a exclusividade total sobre a palavra em pratos tradicionais, especialmente em cardápios.
Casos similares já movimentaram disputas entre empresas. Em 2025, Chanel processou uma loja que usava semelhança de nome ligada a uma flor, a Camélia Brand, gerando discussão sobre confusão de marcas e coexistência possível.
Outro exemplo envolve Kenzo e Kenz Beauty. Uma marca australiana recebeu notificação para mudar de nome, sob alegação de semelhança enganosa com a marca de luxo, gerando debate sobre limites de uso de nomes.
A rede brasileira de piadinas Piadina Romagnola mudou o nome para Piadino após uma notificação de um consórcio italiano, que apontou indicação geográfica. A medida visou evitar disputa judicial e preservar a identidade da marca.
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