O Ministério da Saúde anunciou, nesta quinta-feira, 18, em Rio de Janeiro, o Programa de Atenção Domiciliar à Pessoa Idosa (Padi Brasil). A iniciativa lidera o objetivo de ampliar o atendimento a idosos em casa, por meio do SUS, para quem tem limitações físicas, cognitivos ou alta vulnerabilidade.
O objetivo é manter o cuidado próximo ao paciente, sem substituir as UBSs, mas atuando como complemento. O programa começa com avaliação multidimensional para mapear riscos e necessidades, seguido de planos de cuidados individualizados.
O Padi Brasil será financiado com cerca de R$ 500 milhões até 2027. O repasse atenderá equipes multiprofissionais da atenção básica, as chamadas eMulti, integrando médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos e assistentes sociais.
O que será oferecido
As equipes poderão realizar reabilitação, orientação nutricional, manejo de doenças crônicas e ações de prevenção de quedas. Haverá também orientação sobre adaptações do ambiente doméstico e, quando necessário, cuidados paliativos.
Mutirão de apoio às famílias e cuidadores também está previsto. A portaria prevê acompanhamento para quem participa dos cuidados diários da pessoa idosa, com o objetivo de reduzir sobrecarga.
Expansão nacional e impactos
O programa já opera em municípios que aderiram e prevê repasse extra para as equipes participantes. Ao todo, 2.733 municípios solicitaram participação, gerando 3.677 equipes aptas a receber o incentivo.
Os recursos visam ampliar equipes existentes ou criar novas estruturas de atendimento, com apoio a visitas domiciliares e veículos para deslocamento até as residências.
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