- Uma pesquisa sobre cultivo de algas está sendo realizada na Lagoa de Marapendi desde março, liderada pelo professor Felipe Landuci.
- O projeto utiliza algas filamentosas, que ajudam a purificar a água ao absorver nutrientes do esgoto.
- A primeira colheita ocorreu em junho e a segunda em agosto. A equipe monitora o crescimento das algas para evitar proliferação excessiva.
- As algas têm potencial como fertilizante e biochar, e a equipe já possui autorização para expandir o cultivo na lagoa.
- O projeto também atrai vida selvagem, criando um novo ecossistema e podendo beneficiar a produção pesqueira na região.
Capitaneada pelo professor Felipe Landuci, uma pesquisa inovadora sobre o cultivo de algas está em andamento na Lagoa de Marapendi desde março. O projeto visa utilizar algas da família das filamentosas, que se destacam por sua resistência em ambientes poluídos e capacidade de absorver nutrientes provenientes do esgoto, contribuindo para a purificação da água.
A primeira colheita ocorreu em junho, seguida por uma segunda em agosto. Landuci destaca que há poucos relatos sobre o uso dessa espécie como biorremédio, mas a equipe está atenta ao seu crescimento controlado, realizando raspagens mensais para evitar a proliferação descontrolada. O estudo atual analisa a quantidade de nutrientes removidos e as possibilidades de comercialização da biomassa resultante.
Potencial Econômico e Ecológico
As algas cultivadas têm um potencial promissor como fertilizante para lavouras e podem ser transformadas em biochar, um material versátil para geração de energia e purificação de água. A pesquisa já conta com uma balsa de 75 m² na lagoa, e a equipe recebeu autorização da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima para expandir o cultivo. Se os resultados forem positivos, novas licenças poderão ser solicitadas para outras lagoas da região.
Além dos benefícios ambientais, o projeto também tem atraído vida selvagem. Peixes se alimentam das algas, e jacarés, por sua vez, se tornam predadores desses peixes, criando um novo ecossistema. Ronaldo Cavalli, professor da Universidade Federal do Rio Grande, ressalta que o cultivo de algas pode impulsionar a produção pesqueira, trazendo benefícios econômicos e ecológicos significativos. O mercado de fertilizantes a partir de macroalgas já existe, e a pesquisa pode abrir portas para a indústria farmacêutica e alimentícia.
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