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Cérebro e privação de sono: efeitos da falta de descanso

Mais de sessenta por cento não fazem pausas eficazes, elevando o esgotamento cognitivo e prejudicando concentração e tomada de decisão

Mulher sentada no chão, segurando o rosto, com expressão de cansada.
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  • Pesquisa da Pluxee com mais de três mil pessoas aponta que mais de sessenta por cento relatam dificuldade em fazer pausas eficazes ao longo do dia de trabalho.
  • A neurocientista Thaís Gameiro diz que, sem descanso, ocorre esgotamento cognitivo, que afeta concentração, tomada de decisão e aumenta o estresse.
  • Pausas devem restaurar o cérebro; apenas rolar o feed ou resolver pendências não devolvem o que foi perdido. O intervalo precisa ter condições adequadas.
  • Sugestões: faça algo realmente escolhido por você, tenha autonomia e evite atividades que pareçam continuação do trabalho; priorize funções de baixo esforço mental e emocional; busque algo prazeroso com significado pessoal.
  • Líderes e equipes de RH têm papel de criar contexto para que descansar seja parte legítima do trabalho, não exceção.

Uma pesquisa da empresa Pluxee ouviu mais de 3000 pessoas para entender o que ocorre quando o cérebro não descansa. O objetivo foi explicar impactos no desempenho diário.

Os resultados indicam que mais de 60% dos entrevistados relatam dificuldade real de fazer pausas ao longo do dia de trabalho. A pesquisa destaca o papel das pausas na manutenção da concentração.

A neurocientista Thaís Gameiro, sócia da Nêmesis, explica que o repouso inadequado pode provocar esgotamento cognitivo, com erros, pior tomada de decisão e estresse.

Relevância do descanso

Segundo a especialista, o tempo livre não pode ser ocupado por tarefas com demanda contínua. Pausas mal estruturadas não restauram o cérebro e não reduzem o cansaço.

Ela alerta que atividades de menor esforço mental ajudam a restabelecer recursos. Ler conteúdos complexos ou discutir temas pesados não promovem recuperação.

Ea afirma que pausas verdadeiramente eficaz precisam envolver escolhas pessoais e autonomia, momentos sem pressões externas ou demandas. O cérebro responde melhor a atividades prazerosas e relaxantes.

Pausas efetivas

A neurocientista reforça que o benefício inclui saúde física e mental, além de manter a performance ao longo do dia. Times sem restauração cognitiva deixam de entregar o potencial completo.

Rolar feed, responder mensagens ou cumprir pendências não funcionam como descanso. O recado é integrar pausas com significado pessoal e baixo esforço mental.

Líderes de empresas e profissionais de RH são apontados como determinantes para tornar o descanso parte da rotina, não exceção. Criar contexto de pausa gradual é visto como prática organizacional relevante.

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