O presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, adotou um tom dovish em sua recente declaração, reconhecendo riscos crescentes no mercado de trabalho e sugerindo a possibilidade de cortes de juros já em setembro. Essa mudança de postura elevou as expectativas do mercado, que agora vê uma probabilidade de 93,05% para a redução das taxas na próxima reunião.
Após as falas de Powell, o dólar enfrentou dificuldades para se recuperar. Na segunda-feira, 25, a moeda americana subiu apenas 0,1%, cotada a US$ 1,1705 por euro, ainda próximo da mínima de US$ 1,174225 registrada na sexta-feira, 22. Na mesma data, o dólar fechou em queda de 0,97% em relação ao real, a R$ 5,425, após oscilações entre R$ 5,412 e R$ 5,476.
A declaração de Powell no simpósio de Jackson Hole foi um marco, sendo o último evento como chairman do Fed. Ele destacou que a inflação pode ser temporária e que os riscos de desaceleração no mercado de trabalho aumentaram. Essa avaliação levou o mercado a interpretar suas palavras como um sinal de que um ajuste na política monetária pode ser necessário.
De acordo com Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, a leitura mais branda das falas de Powell reforçou as apostas em cortes de juros. William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue, também comentou que a mudança no equilíbrio de riscos justifica um ajuste na política monetária, considerando a atual situação econômica.
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