Gabriel Galipolo, presidente do Banco Central, reafirmou a necessidade de manter a Selic em 15% ao ano por um período prolongado, durante sua participação no 33º Congresso e Expo Fenabrave, em São Paulo. Ele destacou que a política monetária deve ser restritiva para garantir a convergência da inflação à meta de 3%, com uma margem de 1,5 ponto percentual.
Galipolo enfatizou que o Comitê de Política Monetária (Copom) não deve se deixar influenciar por dados pontuais, como a deflação do IPCA-15 de agosto. O presidente do BC alertou que, se a autoridade monetária considerar o teto da meta de 4,5%, isso poderia transmitir a mensagem de que não busca o centro da meta, resultando em mais inflação.
O presidente do Banco Central também mencionou a resiliência da economia brasileira, que apresenta um nível de desemprego de 5,8%, o mais baixo da série histórica. Ele observou que, mesmo com juros altos, o Brasil continua a registrar crescimento no Produto Interno Bruto (PIB), o que levanta questionamentos sobre a eficácia da política monetária.
Desafios da Política Monetária
Galipolo destacou que a política fiscal tem desempenhado um papel importante no estímulo ao crescimento econômico. Ele afirmou que a renda dos trabalhadores tem se mostrado resiliente, contribuindo para uma demanda mais forte, mesmo em um cenário de juros restritivos. O presidente do BC também mencionou que as expectativas de mercado indicam uma convergência lenta para a meta de inflação, o que justifica a manutenção da taxa de juros elevada.
A discussão sobre a política monetária e fiscal no Brasil continua a ser um tema relevante, especialmente em um contexto de altas taxas de juros e desafios econômicos. Galipolo reiterou que a comunicação clara e objetiva do Banco Central é fundamental para a compreensão do cenário econômico, tanto para investidores locais quanto internacionais.
Entre na conversa da comunidade