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Aéreas brasileiras destinam recursos de bagagens para custear processos judiciais

Anac divulga painel interativo com dados financeiros das companhias aéreas, destacando R$ 330 milhões em despesas judiciais no primeiro trimestre de 2025

Evento de jatos executivos Labace no aeroporto Campo de Marte, com destaque para o Praetor 600 da Embraer (Foto: Reprodução)
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A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) lançou um painel interativo que reúne as demonstrações contábeis das companhias aéreas brasileiras, com o objetivo de aumentar a transparência no setor. O painel revela que, no primeiro trimestre de 2025, as empresas aéreas gastaram R$ 330 milhões em despesas judiciais, valor equivalente à receita obtida com bagagens despachadas.

As despesas judiciais representaram 1,87% dos custos totais das companhias no período. O maior gasto foi com combustíveis e lubrificantes, que somaram 31,76% dos custos, totalizando aproximadamente R$ 5,56 bilhões. Já os gastos com seguros, arrendamento e manutenção de aeronaves corresponderam a 19,14%, cerca de R$ 3,35 bilhões.

Receitas do Setor

Em relação às receitas, o painel indica que 88,29% (aproximadamente R$ 16,59 bilhões) vieram da venda de passagens aéreas. O pagamento por bagagens despachadas, por sua vez, representou apenas 1,76% do total, ou seja, cerca de R$ 330 milhões.

O novo painel da Anac permite a consulta a diversos indicadores econômico-financeiros, como balanços patrimoniais e fluxos de caixa. A plataforma foi projetada para ser intuitiva e acessível, atendendo analistas de mercado, acadêmicos, jornalistas e o público em geral. As informações são obrigatoriamente enviadas por companhias que detêm pelo menos 1% do mercado de passageiros ou cargas.

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