O dólar na Argentina atingiu 1.485 pesos nesta quarta-feira, 17, superando o teto da banda de flutuação estabelecida pelo governo de Javier Milei. O aumento ocorre em meio a um cenário de incertezas econômicas, com o risco-país alcançando 1.200 pontos, o maior em um ano.
Desde que Milei abandonou o câmbio fixo em abril, o Banco Central tem tentado controlar a moeda, vendendo dólares no mercado. Apesar disso, a moeda americana continua a subir, com valores que ultrapassam 1.490 pesos em algumas instituições financeiras. O Banco Central argentino possui cerca de US$ 15 bilhões em reservas, mas há questionamentos sobre a eficácia de suas intervenções.
A situação se agrava após a derrota do partido de Milei, A Liberdade Avança, nas eleições legislativas em Buenos Aires, onde obteve apenas 34% dos votos, em comparação aos 47% do partido de esquerda Fuerza Patria. Essa derrota política pode complicar a governabilidade de Milei, que enfrenta desafios significativos nas eleições de 26 de outubro, quando haverá renovação da Câmara e do Senado.
Milei, que implementou cortes de gastos e demissões para controlar o déficit fiscal e a inflação, agora promete aumentar os gastos com educação e aposentadorias em 2026. No entanto, as medidas de austeridade têm reduzido o poder de compra de muitos argentinos, gerando descontentamento e incertezas sobre o futuro econômico do país.
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