No mundo do vinho, Andrew Jefford critica a tendência NoLo, que combina vinhos sem ou com baixo teor alcoólico ao interesse do público. O debate se acentuou em meio a mudanças de consumo e rótulos cada vez mais variados.
Jefford observa que termos como NoLo seguem definindo-se de formas diferentes na UE, no Reino Unido e nos EUA. Enquanto a UE e o UK trabalham com definições em evolução, os EUA estabelecem limites de 0,5% ABV para vinho não alcoólico e 0,05% ABV para álcool quase zero.
Segundo analistas, o NoLo ganhou espaço mesmo com a queda global nas vendas de vinho. Projeções indicam crescimento de 7% anuais até 2028 e 10,4% até 2034. Entre 2021 e 2024, as vendas de vinhos sem álcool já tiveram alta de 88%.
A discussão envolve produtores, varejistas e consumidores, que buscam alternativas com sabor semelhante ao vinho tradicional. A crítica de Jefford coloca em dúvida se o rótulo de vinho permanece adequado para produtos com teor alcoólico muito baixo.
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