O fundador da Club Soda, Laura Willoughby, alerta para um momento decisivo no Reino Unido, com o governo avaliando mudanças de política que afetam o setor de bebidas sem álcool, de baixo teor alcoólico e com teor médio. decisões importantes devem sair ainda neste ano.
A discussão envolve redefinir o que pode ser chamado de “sem álcool” e avaliar se bebidas sem álcool devem ter as mesmas regras de publicidade e idade para consumo. Willoughby apontou riscos caso a segunda opção seja adotada, destacando impactos potenciais na indústria.
A percepção pública, segundo ela, é um aspecto central, ligado a extensões de marcas de bebidas alcólicas. Em contraste, bebidas sem álcool não contêm substâncias nocivas e ajudam na moderação de ingestão de álcool, segundo a visão da empresária.
Mudanças regulatórias em debate
Nem todas as alterações previstas serão negativas. Willoughby diz que alinhar a definição britânica com o padrão da UE, permitindo bebidas com até 0,5% ABV serem rotuladas como sem álcool, seria positivo. Ela defende maior clareza para marcas nacionais e importadas.
A líder da Club Soda também destacou que parte do setor já pratica verificações de idade de forma voluntária, o que reduz o impacto de novas regras sobre publicidade e idade. O movimento internacional já reconhece vinho sem álcool com a mesma nomenclatura de bebidas comuns.
Dados e participação do setor
Willoughby incentiva operadores de no, low e mid-strength a participar de uma pesquisa de benchmarking para coletar dados sobre tamanho de mercado, contribuição econômica e potencial de crescimento. O objetivo é compor um manifesto setorial para apresentar aos policymakers.
A pesquisa busca medir o valor econômico atual, o crescimento esperado e as necessidades de escala do setor, acrescentou. Dados de mercado apontam o segmento com valores relevantes para o planejamento regulatório.
Dados do setor indicam que o mercado de bebidas sem álcool e de baixo teor teve valor próximo a 380 milhões de libras no fim de 2024, com projeção de alcançar 800 milhões até 2028, segundo a Mintel. A IWSR também orienta esse crescimento.
Willoughby ressalta que, sem participação ampla de produtores, varejistas e outras partes interessadas, o setor corre o risco de ser definido sem a colaboração daqueles mais próximos da atividade. Ela planeja levar o manifesto baseado em evidências aos policymakers ainda neste ano.
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