Nove em cada 10 jovens não poupam para a aposentadoria, mas a maioria pretende começar. O levantamento é da Anbima em parceria com o Datafolha, 9ª edição do Raio X do Investidor Brasileiro 2026. Foco: orçamento, investimentos e planejamento de longo prazo.
A pesquisa mostra que 84% da população não iniciou qualquer planejamento de poupança para o futuro. Entre as gerações, a geração Z é a menos propensa a ter reserva já formada, com apenas 12% nessa situação. Boomers aparecem com 15%, Millennials 18% e Geração X igual a 18%.
Entre quem já começou a se organizar, a poupança continua o destino principal dos recursos. Mesmo assim, o tema é visto como mais seguro de curto prazo do que como estratégia de construção de patrimônio a longo prazo.
Quem investe e o comportamento por geração
O estudo aponta que 46,1 milhões de brasileiros devem continuar investindo em 2026, com 23,2 milhões de novos entrantes e 14,5 milhões deixando de investir. O total de novos investidores previsto é de 8,7 milhões.
Nos hábitos de investimento, a poupança mantém liderança entre 20% dos respondentes, mas sua participação vem caindo ao longo dos anos. O crédito privado, os fundos de investimento e o conhecimento sobre criptomoedas ganham espaço entre os consumidores.
Reserva financeira e desigualdades
Um terço da população não possui reserva financeira. Entre quem tem dinheiro guardado, 10% têm menos de uma semana de reserva, 12% até dois meses, e 15% entre seis meses e um ano. A parcela de quem guarda entre um e dois anos fica em 6%.
Entre as classes, as mais baixas (D e E) são as que menos têm reserva. Entre gerações, a Geração X (45-64 anos) é a que mais sofre com a ausência de reserva, seguida por Millennials e Gen Z, com 28% e 17% respectivamente.
Produtos e descasamento entre conhecimento e prática
Quando analisados os produtos, muitos respondentes citam a poupança como opção mais conhecida, mas o conhecimento sobre criptomoedas vem crescendo. Em 2025, 8% disseram saber sobre criptomoedas, com 13% pretendendo investir ou continuar investindo.
A poupança permanece como o principal destino entre investidores, mas sua participação recua: 22% em 2025, diante de 23% em 2024 e queda constante desde 2021. O crédito privado e os fundos de investimento aparecem como alternativas mais procuradas.
Entre na conversa da comunidade