Champagne Drappier mantém o foco na método saignée para rosés, desafiando a tendência de rosés mais claros. A casa familiar produz quatro rótulos de rosé sem blend, destacando a tradição histórica da região de Champagne.
Ao contrário de muitas áreas que recorrem à prensa direta ou maceração curta, Drappier utiliza maceração das uvas tintas e sangria do mosto para ganhar cor e aromas. O resultado busca equilíbrio entre sabor e delicadeza.
A família, na quinta geração, defende que o rosé deve lembrar a fruta e não só a cor. Hugo Drappier enfatiza que a maceração verdadeira privilegia o sabor, com foco na expressão do terroir.
Veracidade e vinhedos
Hugo Drappier explica que a sangria favorece a expressão do rosé sem perder a vivacidade. As uvas de Pinot Noir, cultivadas em encostas ensolaradas da Côte des Bar, ajudam a alcançar maturação e intensidade aromática.
A região de origem é mais ao sul, o que confere caráter e estrutura aos vinhos. Mesmo com a maturidade, o clima de Champagne mantém a frescura característica, elemento essencial para a categoria.
Entre os rosés, a casa oferece diferentes expressões: brut, brut nature, uma edição de Les Riceys e Grande Sendrée Rosé, cada uma com identidade própria, sem perder a linha saignée.
Desafios e educação do consumidor
O desafio técnico envolve equilibrar a extração para evitar excesso de taninos, preservando aromática e brilho. O rosé de saignée costuma ser mais complexo que os rosés de Provence.
Há ainda a questão de educação do consumidor, que muitas vezes associa cor mais escura a doçura. A equipe aposta em sommelier e comércio para explicar a diversidade de estilos.
Drappier ressalta que seus rosés não são apenas visuais; são expressões autênticas do método saignée, com sabor firme, frescor e elegância, mantendo a identidade da casa.
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