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Nova ação legal contra a TotalEnergies na África do Sul

Justiça analisa novo recurso contra autorização ambiental de TotalEnergies no bloco Orange Basin, apontando impactos climáticos e falhas de consulta a pescadores

Fishing boats in harbor at Port Nolloth, South Africa. Image by South African Tourism via Wikimedia Commons.
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O que aconteceu: o Tribunal Superior da Western Cape ouviu, nos dias 23 e 24 de março, o recurso de apelação contra a autorização ambiental para perfuração de poços offshore pela TotalEnergies, em parceria com a Shell. A ação é movida por organizações da sociedade civil e uma cooperativa de pesca de pequena escala.

Quem está envolvido: a TotalEnergies e a Shell são as partes apoiadas pela autorização ambiental. O recurso é apresentado pela Aukotowa Fishing Cooperative, a Green Connection e a Natural Justice, organizações ambientais da África do Sul.

Onde/quando: o caso envolve a licença concedida para o Bloco Orange Basin, no oceano a oeste da África do Sul, entre Port Nolloth e Hondeklip Bay, a uma distância entre 188 e 340 quilômetros da costa. A audiência ocorreu nos dias 23 e 24 de março, no Western Cape High Court.

Por que: as organizações alegam que a autorização ambiental pode causar danos ambientais significativos, não considerou impactos pós-exploração e não avaliou efeitos sobre comunidades pesqueiras próximas. também apontam contradições com políticas de baixo carbono do governo.

Contexto: em outubro de 2024, o Departamento de Recursos Minerais e Energéticos (DMRE) concedeu a autorização ambiental para o projeto em águas profundas do Orange Basin. Os demandantes argumentam falta de participação pública adequada e de consideração de mudanças climáticas.

Histórico jurídico: em agosto de 2025, o Western Cape High Court anulou decisão anterior de conceder EA para o bloco 5/6/7, citando irregularidades na avaliação de impacto, falhas na consideração de impactos climáticos e participação pública deficiente. Este entendimento sustenta o debate atual sobre o mesmo projeto.

Reação e próximos passos: representantes da Natural Justice afirmam que a maioria das EIA offshore tem questões recorrentes que justificam recursos. Não houve resposta pública imediata da DMRE ou da TotalEnergies até o fechamento deste relatório.

Notas: a matéria destaca a necessidade de reavaliação cuidadosa de impactos ambientais, climáticos e sociais, alinhada a compromissos internacionais de emissões e à participação das comunidades locais.

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