Chimamanda Ngozi Adichie afirmou que o hospital Euracare, em Lagos, está atrasando e dificultando uma inquérito sobre a morte de seu filho de 21 meses, Nkanu. O inquérito coronial, que deveria começar em abril, foi alvo de novos atrasos, segundo a autora, que pediu ao Supremo Tribunal Federal da Nigéria a suspensão da apuração. A BBC procurou o Euracare, sem resposta até o momento.
A família acusa negligência médica após a recusa de fornecer oxigênio adequado e sedação excessiva, que, segundo eles, teriam precipitado uma parada cardíaca. O hospital, por sua vez, confirmou condolências profundas, negando irregularidades e afirmando que o atendimento seguiu padrões internacionais. Adichie também afirma que os prontuários recebidos são incompletos e, às vezes, imprecisos.
Conforme documentos apresentados pela equipe jurídica de Adichie, o menino foi inicialmente hospitalizado no Atlantis Hospital, em Lagos, com quadro descrito como doença em estado grave, mas moderada. Planejava-se transferência para tratamento adicional nos EUA, em Baltimore, no Johns Hopkins Hospital, antes de ser encaminhado ao Euracare para exames pré-voo, incluindo ressonância magnética e punção lombar. Nkanu faleceu em 7 de janeiro, após os exames realizados no Euracare.
Adichie é autora de obras premiadas como Meio Sol Amarelo e Americanah, e já promoveu encontros com líderes globais. Ela esteve no país recentemente durante as festas de fim de ano, residindo nos EUA. A reportagem mantém-se apurada sobre novos desdobramentos na apuração.
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