A revista literária Granta anunciou que não publicará mais vencedores de entradas do prêmio Commonwealth de conto curto em parcerias editoriais externas. A decisão ocorreu após as críticas surgidas sobre o uso de IA em uma das obras vencedoras deste ano.
Granta afirmou que não participará de parcerias de publicação externas nas quais não haja controle editorial. A medida busca manter a integridade editorial da revista, segundo comunicado enviado ao Guardian.
A controvérsia envolvendo o conto vencedor da Caribbean region, The Serpent in the Grove, ganhou notoriedade em maio, com acusações de que a história poderia ter sido gerada por IA. Críticas apontaram possíveis indícios no texto.
Jamir Nazir, autor da obra, explicou, em e-mail ao Guardian, que seu processo de escrita é realizado inteiramente em um telefone Android, devido a condições de saúde. O método envolve reconhecimento de voz e edição mínima.
Sigrid Rausing, editora da Granta, emitiu uma manifestação sobre o tema, reconhecendo a possibilidade de estar diante de uma forma de plágio via IA e a dificuldade de se confirmar. A alegação de IA gerou debates entre leitores e críticos.
Razmi Farook, diretora-geral da Commonwealth Foundation, afirmou que os escritores já declararam não ter utilizado IA e que a fundação confirmou a posição após consultas adicionais. Não houve confirmação de uso de IA pela obra.
A Granta informou que manterá no site as histórias curtas da Commonwealth que ficaram na shortlist, por interesse público. A editora também desejou sucesso à Commonwealth Foundation em seus trabalhos futuros.
A premiação concede 5 mil libras ao vencedor e 2,5 mil libras aos vencedores regionais. Os recursos totais do Commonwealth Short Story Prize foram administrados pela Fundação Sigrid Rausing, entre 2014 e 2016, segundo o Sigrid Rausing Trust.
A Commonwealth Foundation não respondeu a pedidos de comentário. A Granta não anunciou prazos ou planos adicionais sobre reformas editoriais ou novos critérios de seleção.
Entre na conversa da comunidade