Um alerta de última hora ajudou a salvar a vida de mais de 900 estudantes e cerca de 60 funcionários de uma escola no Nepal durante as enchentes que atingiram o país na quarta-feira (26). O diretor Rajendra Dawadi estava na Escola Secundária Tribhuvan Trishuli, em Bidur, quando recebeu o aviso de que uma forte onda de água e lama avançava pelo vale.
O alerta chegou pouco depois das 9h, quando as aulas já haviam começado. Segundo Dawadi, um contador entrou na escola gritando: “A enchente está chegando, a enchente está chegando”. Ele havia recebido a informação de um parente em Rasuwa, uma das primeiras regiões atingidas pelo desastre.
Diante do risco, o diretor e outros professores decidiram interromper imediatamente as aulas e tocar o sino para avisar os alunos. Dawadi também orientou motoristas de ônibus que se aproximavam da escola a parar em áreas seguras e determinou a evacuação do prédio. Pais chegaram de motocicleta para buscar os filhos, enquanto outros estudantes foram levados de ônibus ou correram para áreas mais altas.
A escola ficava em uma área cercada pelo rio Trishuli e por um canal de uma usina hidrelétrica, ficando diretamente no caminho da enchente. Cerca de 14 minutos depois do início da evacuação, uma parede de água atingiu a região. O último ônibus conseguiu atravessar uma ponte próxima antes que outra ponte desabasse.
Um alerta de última hora ajudou a salvar a vida de mais de 900 estudantes e cerca de 60 funcionários de uma escola no Nepal durante as enchentes que atingiram o país na quarta-feira (26). O diretor Rajendra Dawadi estava na Escola Secundária Tribhuvan Trishuli, em Bidur, quando recebeu o aviso de que uma forte onda de água e lama avançava pelo vale.
O alerta chegou pouco depois das 9h, quando as aulas já haviam começado. Segundo Dawadi, um contador entrou na escola gritando: “A enchente está chegando, a enchente está chegando”. Ele havia recebido a informação de um parente em Rasuwa, uma das primeiras regiões atingidas pelo desastre.
Diante do risco, o diretor e outros professores decidiram interromper imediatamente as aulas e tocar o sino para avisar os alunos. Dawadi também orientou motoristas de ônibus que se aproximavam da escola a parar em áreas seguras e determinou a evacuação do prédio. Pais chegaram de motocicleta para buscar os filhos, enquanto outros estudantes foram levados de ônibus ou correram para áreas mais altas.
A escola ficava em uma área cercada pelo rio Trishuli e por um canal de uma usina hidrelétrica, ficando diretamente no caminho da enchente. Cerca de 14 minutos depois do início da evacuação, uma parede de água atingiu a região. O último ônibus conseguiu atravessar uma ponte próxima antes que outra ponte desabasse.
A Escola Secundária Tribhuvan Trishuli, que havia sido reconstruída após o terremoto de 2015, que matou cerca de 9 mil pessoas no Nepal, foi completamente destruída. O local onde funcionava a instituição acabou tomado pelo rio.

Escola antes da tragédia no Nepal. | Reprodução/Reuters
Apesar do resgate dos estudantes, o desastre deixou vítimas entre moradores da região. Segundo Dawadi, pelo menos um funcionário da escola e a mãe do contador que deu o alerta continuam desaparecidos.
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Situação no país hoje
Nesta segunda-feira (31), autoridades nepalesas informaram que 903 mortes haviam sido confirmadas e 4.247 pessoas estavam desaparecidas. Entre os desaparecidos estão 933 trabalhadores de projetos hidrelétricos. No lado chinês, 16 pessoas morreram e 546 estavam desaparecidas no condado de Gyirong.
O Ministério das Relações Exteriores do Nepal informou ainda que cerca de 590 estrangeiros de 39 países continuavam desaparecidos. Mais de 10 mil pessoas foram resgatadas da região atingida, incluindo 323 estrangeiros. A Cruz Vermelha estima que mais de 90 mil pessoas tenham sido afetadas pelas enchentes.
As equipes de resgate do Nepal, com a ajuda de especialistas chineses e indianos, intensificaram os esforços para alcançar centenas de pessoas que se acredita estarem presas em túneis bloqueados de um projeto hidrelétrico. O foco era alcançar os 933 trabalhadores que se acredita estarem presos em 11 projetos hidrelétricos.
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* Com informações da agência de notícias Reuters.
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