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Sanções dos EUA ao Tribunal Penal Internacional são alvo de críticas

ONU, Anistia Internacional e oito países condenaram a medida; por outro lado, o premiê israelense elogiou a decisão

Conjunto de prédios modernos sob céu azul. À esquerda, um edifício envidraçado tem a fachada coberta por uma estrutura metálica com vegetação. Ao fundo, aparecem dois blocos brancos com janelas quadradas em padrão irregular. Em primeiro plano, uma calçada cercada por mato seco leva até a entrada.
Sede do Tribunal Penal Internacional, em Haia, na Holanda (Crédito: Choinowski/Wikimedia Commons)

O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou nesta sexta-feira (9) a decisão dos Estados Unidos de aplicar sanções ao Tribunal Penal Internacional (TPI). Ele afirmou estar “profundamente alarmado com o impacto esperado” das medidas.

A posição foi apresentada a jornalistas pelo porta-voz Stéphane Dujarric. “A decisão de hoje representa um duro golpe à nossa busca coletiva por justiça penal internacional, da qual o TPI é um pilar fundamental”, disse.

Segundo Dujarric, Guterres “reitera seu apoio inabalável à independência do Tribunal e de seus funcionários”.

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Oito países também saíram em defesa da corte após o anúncio de Washington. Alemanha, Canadá, Dinamarca, França, Itália, Japão, Países Baixos e Reino Unido divulgaram uma declaração conjunta de seus ministros das Relações Exteriores.

“Como apoiadores comprometidos do TPI, lamentamos e discordamos fortemente do anúncio das sanções que serão impostas à Corte pelos Estados Unidos”, diz o comunicado.

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A Anistia Internacional classificou a ofensiva americana como um “ataque” ao tribunal e pediu que os países resistam às medidas adotadas por Washington.

Segundo Erika Guevara Rosas, da Anistia, as sanções do presidente Donald Trump “foram concebidas para isolar e, por fim, destruir o Tribunal Penal Internacional”. “Esse ataque existencial precisa fracassar. Os Estados devem tomar ações concretas para resistir à imposição dessas medidas”, afirmou em nota.

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Na direção oposta, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, elogiou a decisão americana. O TPI emitiu um mandado de prisão contra ele por supostos crimes cometidos em Gaza.

“O TPI não é um tribunal. É um órgão político que representa uma ameaça mortal às democracias que respeitam a lei em todo o mundo e à própria ideia de soberania nacional”, publicou o gabinete do premiê no X.

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