- O Flamengo avança na construção de um novo estádio no terreno do Gasômetro, no Rio de Janeiro.
- O prefeito da cidade, Eduardo Paes, anunciou que a Prefeitura ficará responsável pela retirada dos dutos de gás na área.
- A decisão de continuar com a obra é do clube, que deve avaliar se possui recursos suficientes.
- A remoção dos dutos está estimada em R$ 100 milhões e envolve a concessionária de gás CEG e CEG-Rio.
- O Flamengo contratou três empresas para analisar o terreno, incluindo estudos sobre contaminação do solo, essenciais para a viabilidade do projeto.
O Flamengo avança na construção de seu novo estádio no terreno do Gasômetro, após o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, anunciar que a Prefeitura assumirá a retirada dos dutos de gás presentes na área. A decisão de prosseguir com a obra, no entanto, permanece sob responsabilidade do clube.
Em um ofício enviado ao presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, Paes formalizou a proposta de remoção das estruturas de canalização, pertencentes à concessionária estadual de gás. O prefeito destacou que essa ação visa facilitar a execução do projeto, alinhando-se ao interesse público de revitalização da região.
Eduardo Paes também se manifestou sobre a polêmica em torno da responsabilidade pela retirada dos dutos, afirmando que a Prefeitura já havia se comprometido a resolver a questão. Ele enfatizou que o Flamengo deve avaliar se possui recursos suficientes para seguir com a construção do estádio, ressaltando que a decisão final cabe à diretoria do clube.
Desafios e Custos
A operação de remoção dos dutos, que envolve uma megaestrutura da CEG e CEG-Rio, está estimada em R$ 100 milhões. A notificação sobre o impasse foi enviada à Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio (Agenersa) no final de agosto. Apesar das cessões de uso acordadas, a área continua a ser um ponto de discussão entre as partes.
Além disso, o Flamengo já contratou três empresas para realizar análises do terreno, incluindo estudos sobre contaminação do solo, que são considerados os mais complexos. A empresa Aecom lidera essa investigação, enquanto a Soloteste se encarrega dos dados geotécnicos e a JDS das análises topográficas.
Esses estudos são essenciais para definir a viabilidade do projeto arquitetônico do estádio, que promete revitalizar uma área degradada da cidade. O Flamengo ainda não se manifestou sobre os próximos passos após as declarações do prefeito, mas a expectativa é de que as análises e a retirada dos dutos avancem em breve.
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