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Torcida critica venda do Juventus, mas clube de SP fecha negócio histórico

Clube Atlético Juventus enfrenta crise após aprovação da Sociedade Anônima do Futebol, gerando descontentamento entre torcedores e oposição.

Estádio do Juventus, de São Paulo, no bairro da Mooca (Foto: Edilson Dantas)
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  • O Clube Atlético Juventus, fundado em 20 de abril de 1924, enfrenta um momento crítico após a aprovação de uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF) com 322 votos a favor e 68 contra.
  • A decisão gerou descontentamento entre torcedores e conselheiros, especialmente após a reeleição do presidente Tadeu Deradeli por apenas dois votos.
  • O clube não participa de competições profissionais desde março e desistiu de disputar a Copa Paulista, com retorno previsto apenas para 2026.
  • A nova estrutura prevê um investimento de R$ 480 milhões nos próximos dez anos e um aluguel mensal de R$ 25 mil para a parte social, considerado baixo pela oposição.
  • A SAF também inclui planos de reforma do estádio Conde Rodolfo Crespi, que é tombado parcialmente, aumentando a capacidade de 4.500 para 9.000 lugares e construindo um hotel e restaurantes, mas enfrenta críticas sobre a viabilidade do projeto.

O Clube Atlético Juventus, fundado em 20 de abril de 1924, enfrenta um momento crítico em sua história. O clube, um dos últimos times de bairro de São Paulo, está em meio a um tumultuado processo político após a aprovação de uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF). A decisão, que ocorreu há um mês com 322 votos a favor e 68 contra, gerou descontentamento entre torcedores e conselheiros opositores.

O Juventus, que não participa de competições profissionais desde março, desistiu de disputar a Copa Paulista e só retornará em 2026 para o Paulistão da Série A2. A reeleição do presidente Tadeu Deradeli, por apenas dois votos, e a aprovação da SAF têm sido alvo de críticas. Torcedores da organizada Setor 2 se reuniram em um bar próximo ao estádio para lamentar a mudança, expressando frases como “O Juventus morreu”.

A nova estrutura do clube prevê um investimento de R$ 480 milhões nos próximos dez anos, além de um aluguel mensal de R$ 25 mil para a parte social, considerado irrisório pela oposição. Tadeu Deradeli defende que a essência do clube permanece, apesar das mudanças. No entanto, a transformação em uma empresa gera preocupações sobre a preservação da tradição do Juventus.

Reformas e Controvérsias

A SAF também traz à tona planos de reforma do estádio Conde Rodolfo Crespi, que é tombado parcialmente. Os novos proprietários pretendem aumentar a capacidade de 4.500 para 9.000 lugares e construir um hotel e restaurantes, mas enfrentam críticas sobre a viabilidade do projeto. O empresário Marcello Betone, ex-candidato à presidência, questiona a legalidade das promessas feitas, afirmando que o tombamento inviabiliza muitas das alterações planejadas.

O Juventus, que já revelou grandes jogadores como Félix e Julinho Botelho, agora se vê em um cenário de incertezas. A mudança de gestão e a nova estrutura podem impactar não apenas o futuro do clube, mas também a relação com seus torcedores, que temem a perda da identidade que sempre caracterizou o time da Mooca.

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