- A exposição “Hip-Hop 80’sp – São Paulo na Onda do Break” está em cartaz no Sesc 24 de Maio.
- A mostra destaca a chegada do hip-hop ao Brasil, com foco na dança e no grafite.
- Inclui acervos inéditos e histórias de pioneiros como Nelson Triunfo e a dupla Osgemeos.
- A exposição conta com mais de 3.000 itens, incluindo uma bateria eletrônica Roland TR-808 e roupas de artistas influentes.
- “Hip-Hop 80’sp” ficará em cartaz até 29 de março de 2026, com entrada gratuita.
A exposição “Hip-Hop 80’sp – São Paulo na Onda do Break” está em cartaz no Sesc 24 de Maio, destacando a chegada do hip-hop ao Brasil. Com foco na dança e no grafite, a mostra apresenta acervos inéditos e histórias de pioneiros do movimento, como Nelson Triunfo e a dupla Osgemeos.
A curadoria, composta por figuras icônicas do hip-hop brasileiro, busca contar a história da primeira geração que absorveu a cultura que emergiu de Nova York nos anos 1980. “O que explodiu aqui foi a dança, sempre acompanhada da música”, afirma Alam Beat, DJ do Sampa Crew. A exposição inclui roupas de época, equipamentos de som e recortes de jornais, recriando o cenário do hip-hop na capital paulista.
Um dos destaques é a sala dedicada a Nova York, onde o hip-hop começou. Um filme inédito do cineasta Michael Holman apresenta as primeiras batalhas de breaking. Além disso, fotos de Martha Cooper e o documentário “Style Wars” de 1983, que retrata o grafite, também estão em exibição.
Elementos do Hip-Hop
A mostra conta com mais de 3.000 itens, incluindo uma bateria eletrônica Roland TR-808, usada por Afrika Bambaataa. Roupas de artistas como Michael Jackson e Tim Maia, que influenciaram o hip-hop, também estão presentes. “A moda da época, com jaquetas pintadas à mão, é um reflexo do estilo único do movimento”, destaca Gustavo Pandolfo, um dos Osgemeos.
A exposição recria um ambiente que remete ao quarto de um DJ, inspirado na experiência de KL Jay, dos Racionais MCs. “A dança na rua salvou muita gente da marginalidade”, diz Alam Beat, referindo-se à resistência dos b-boys durante a ditadura militar, quando dançar na rua era proibido.
Impacto Cultural
A esquina onde hoje está o Sesc foi um dos principais pontos de encontro para os dançarinos. “Ali, a música e a dança se encontravam, criando uma comunidade vibrante”, afirma Rooneyoyo, que coleciona o acervo da mostra. A exposição também destaca a importância das rodas de breaking, que eram fundamentais para a formação da cultura hip-hop em São Paulo.
“Hip-Hop 80’sp” fica em cartaz até 29 de março de 2026, com entrada gratuita. A mostra é uma oportunidade única de revisitar a história e a evolução do hip-hop no Brasil, celebrando sua rica herança cultural.
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